Blog criado para compartilhar dicas de viagens, lugares para sair, livros, filmes, músicas, decoração, comida, museus e tudo o mais que seja relacionado à cultura, bem como para dar uma visão crítica sobre os temas.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Cinema Chinês
Para quem curte cinema e gosta de fugir do circuito comercial das grandes salas de cinema, ainda está em tempo de aproveitar de aproveitar a mostra ''Cinema de Memórias Fragmentadas'' no CCBB-DF, em seu último fim de semana. Trata-se da exibição de todos os 18 filmes dirigidos pelo taiwanês Hou Hsiao-Hsien. Embora não devidamente divulgado no Brasil e mesmo no Ocidente, trata-se de um diretor consagrado, cujos filmes já foram vencedores de diversos prêmios. Daí a grande a oportunidade de ver algo que nem sempre se está disponível.
Eu, infelizmente, até agora consegui assistir a apenas um filme: ''Bons Homens, Boas Mulheres (Haonan haonü)''. Fiquei muito satisfeita e já programei assistir a pelo menos mais um nesse fim de semana.
Programe-se:
Sábado, 15 de janeiro
15h30 – Millenium Mambo (Qian xi man po), 105′
17h30 – Flores de Xangai (Hai Shang Hua), 124′
20h – Adeus ao sul (Zaijian, nanguo, zaijian), 124′
Domingo, 16 de janeiro
15h30 – A viagem do balão vermelho (Le Voyage du ballon rouge), 113′
17h30 – Três tempos (Zui hao de shi guang), 132′
20h – Café Lumière (Kôhî jikô), 103′
sábado, 8 de janeiro de 2011
Arte em Teresina

Aqueles que gostam de arte terão uma agradável surpresa em Teresina. A cidade é repleta de artistas. Em visita recente, pude conhecer vários deles e admirar a produção intensa de arte. Confesso que não esperava, visto que sempre imaginei Teresina como uma cidade pequena, cujas ruas não são sequer todas asfaltadas, com uma grande população pobre e alguns poucos endinheirados. Questionei sobre a razão de tamanha produção artística e uma resposta que me pareceu pertinente foi a de que não se tem muito o que fazer na cidade, razão por que a mente ociosa acaba se tornando criativa. Seja qual for o motivo, o fato é que em Teresina há talentosos artistas, embora não tenham a devida projeção no Brasil, ao menos ainda. Logo ao lado do Mercado Mafuá, encontra-se o Espaço Cultural São Francisco. O local abrigava antigamente um armarinho, criado por Josefa da Cunha Silva. Com o seu falecimento, seu filho, Cícero Manoel, transformou a pequena loja num espaço cultural que engloba, num mesmo lugar, armarinho, biblioteca aberta ao público, acervo de objetos antigos e obras de arte. O local é dedicado à arte, tema da maioria dos livros da biblioteca. Lá também são encontradas telas de Cícero Manoel, além de outros artistas. Eventualmente, são realizadas exposições de diversos artistas. Independentemente de estar tendo alguma exposição especial ou não, vale a pena a visita. Principalmente para ver o trabalho do próprio Cícero Manoel, que é admirável.
Na mesma rua do Espaço Cultural São Francisco, mora Gabriel Archanjo, outro excelente artista da cidade, que, inclusive, já expôs no Espaço. Atualmente, está se dedicando mais à área de comunicação e dispõe de poucas obras para venda. Seu trabalho pode ser encontrado na Olik e também na Lilia Design.
A Lilia Design é uma loja de móveis e objetos de decoração. Lá podem ser encontradas as marcas Artefacto, Kartell, M Brasil, Pátio Brasil, Polycarpo, Rocony, entre outras. Dentre os objetos de decoração, destacam-se as bonecas de barro do Maia, artista do Rio Grande do Sul, além das telas de Gabriel Archanjo e Fátima Campos. Também especializada em objetos de decoração, merece menção a Villa Objeto, recém inaugurada, especializada em objetos importados. Já a Olik é uma loja de decoração, moda, arte, cultura e também um pequeno café. Lá podem ser encontrados diversos objetos de decoração, roupas que se podem dizer artísticas (visto que as estampas são feitas por artistas de diferentes partes do Brasil) e telas. Além do trabalho de Gabriel Archanjo, outra renomada artista cujo trabalho pode ser visto na Olik é Fátima Campos. Ela produz esculturas, telas e objetos em cerâmica. Suas famosas esculturas podem ser vistas no Teatro Quatro de Setembro, no Tribunal de Contas do Estado do Piauí e em diversos outros edifícios. A Assembléia Legislativa do Estado do Piauí também possui um painel de sua autoria. Seu ateliê está em sua residência, onde também são encontrados vários trabalhos para venda.
Tive, ainda, a oportunidade de visitar os ateliês/residências de Inácio Portela e Hostyano. O primeiro tem uma produção artística de qualidade e quantidade. Em seu ateliê podem ser encontrados vários trabalhos. Suas telas são abstratas. E agora, além da pintura, tem se dedicado à fotografia. O segundo,também é muito conhecido na cidade. Dentre seus vários trabalhos, têm-se enormes telas figurativas.
Por fim, outro que tive oportunidade de visitar, não menos importante, é Rogério Albino. Sou apaixonada por suas telas e esculturas de gordinhas, embora atualmente esteja fazendo mais santos, já que a cidade consome muitas esculturas sacras. E ele também produz objetos, como pratos decorativos.
Não posso deixar, ainda, de citar o Josafá, que faz esculturas lindíssimas, das quais já sou consumidora de duas.
Mas esses foram apenas aqueles que tive oportunidade de conhecer pessoalmente e pude admirar de perto o trabalho. Para não ser injusta, importante registrar que ainda existem muitos outros artistas na cidade, os quais eu ainda pretendo conhecer, dentre os quais cito Portelada, Nonato e Dora Parentes.
Se objetivo, entretanto, não seja fazer um tour por todos os ateliês da cidade, recomendo uma visita à Casa da Cultura, onde podem ser vistos vários trabalhos, além de se poder conhecer um pouco da história de Teresina.
Espaço Cultural São Francisco
Rua Lucídio Freitas, 1633
(86) 3221-3784 / 9992-4440
http://www.ecfrancisco.xpg.com/
ciceromafua@hotmail.com
Horário de Funcionamento de 7h30 às 17h30
Gabriel Archanjo
(86) 8862-7162 / 3229-5305
setemeiacinco@yahoo.com.br
Lilia Design
Rua das Tulipas, 730.
(86) 3232-7501
Villa Objeto
Av. Dom Severino, 1645, Dom Severino Center, sala 6
(86) 3232-9977
villaobjeto@hotmail.com
Olik
Av. Dom Severino, 2074, sala 04
(86) 3232-7956
http://www.olik.art.br/
Fátima Campos
Rua João Emílio Falcão, 842.
(86) 3233-7449
http://www.fatimacampos.com.br/
fatimacampos@fatimacampos.com.br
Inácio Portela
Rua Padre José Rêgo, 2160.
(86) 9982-3091
inacioportela.blogspot.com
inportela@hotmail.com
Hostyano Machado Vieira
Rua Lima Rebelo, 171.(86) 3232-3407
Praça Conselheiro Saraiva - Centro
(86) 3215-7849
domingo, 2 de janeiro de 2011
Capote
Se algum dia, por acaso, você for parar em Teresina, não deixe de comer o famoso prato típico "Capote". O capote, nada mais é que a conhecida galinha d'angola. O capote é servido misturado com arroz, frito (misturado com farofa) ou no molho. Aquele que vem no arroz lembra muito a galinhada goiana, mas o sabor da carne do capote é diferente. Cai muito bem com uma cervejinha. Dentre os lugares que servem o capote, um dos mais famosos é o restaurante "Dalva do Capote". Trata-se da casa da Dalva, antiga dama da noite. Se não estiver com muito tempo para esperar, recomenda-se ligar para encomendar, já que demora uns quarenta minutos para ficar pronto. E se, ao chegar lá, achar que está fechado, não se intimide e toque a campanhia. Ou ligue do celular para confirmar. Como Teresina anda muito perigosa e violenta, a casa fica fechada. Como na grande maioria das residências de classe média e alta de Teresina, os muros são altos e possuem cerca elétrica. Mas, em geral, ela está servindo o delicioso capote sim. Ficam abertos até as 22h/23h, todos os dias. Além da Dalva, também se pode encontrar capote no "Capote com C Maior", no Cantinho do Jambo e no Longá. O último não tem aquela intimidade de casa: é um restaurante no estilo mais comercial. Eu não achei tão gostoso o capote servido lá. De qualquer forma, onde quer que seja, vale a pena experimentar!
Dalva do Capote - 086 3233-7889
Dalva do Capote - 086 3233-7889
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Chef Rouge
Em viagem para São Paulo, minha querida amiga me leva para almoçar no Chef Rouge. Agradável surpresa. Um restaurante/bistrot dos mais charmosos, com atendimento excelente. Na hora do almoço, eles têm um cardápio executivo (saiu por R$ 62,00) que inclui entrada, prato principal e sobremesa. Eram duas opções de entrada, mas como nenhuma me agradou, perguntei se não seria possível alguns legumes grelhados, ou algo do tipo. Providenciaram para mim sem problemas. E estava uma delícia!!!! Três pratos principais, de carne, frango e peixe, para agradar a todos. E as tortas e sobremesas da casa, que também é uma pâtisserrie. Depois, para quem quiser dar uma caminhadinha, várias lojas legais ao redor. Recomendo.
E obrigada amiga!
E obrigada amiga!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Madrinha de preto!!!
Ontem, estava pensando sobre o que escrever no blog, quando uma amiga falou para postar algo sobre moda, já que eu sempre "antecipo as tendências". Bem, o comentário foi irônico, mas não foge muito à verdade, já que diversas vezes eu comecei a usar algumas coisas que um ano depois passaram a estampar as páginas de revistas. Cito dentre eles o xadrez e o look rockn' roll. Mas ainda assim não conseguia pensar em nada sobre moda para escrever.
Mais tarde, fui ao shopping com outra amiga para ajudar na troca de alguns presentes de aniversário. Estávamos, então, numa loja, e ela estava experimentando alguns vestidos, já que vai ser madrinha de casamento e queria uma roupa nova. Num determinado momento, surgiu um vestido preto e quando falei para ela experimentar, ouço o couro: madrinha não pode usar preto!!!!! E isso me incomodou muito, razão por que resolvi escrever a respeito. Mas, voltando à questão do casamento, muitos podem pensar que não existe moda em casamento, já que se trata de uma celebração cheia de simbolismos. Então vamos aos símbolos.
Como todos devem imaginar, o vestido branco é um símbolo de pureza e castidade. Mas quantas noivas castas e puras ainda existem? De qualquer forma, não foi sempre que as noivas usaram branco. Por volta do século 10, com os tecidos vindos do Oriente, as noivas começaram a usar cores fortes, como o vermelho. A cor branca voltou como moda (maneira que se deve vestir) com o casamento da rainha Vitória, da Inglaterra, que definiu várias tradições que continuam até hoje. Ou seja, bastou uma mulher importante e influente da época usar o branco que a "tendência" foi restaurada.
As madrinhas, ou damas de honra, conforme o país em que se esteja, surgiram na Antiguidade, quando as noivas ainda eram crianças e precisavam da ajuda das irmãs para se vestir. Sabemos que hoje quem ajuda a noiva a se vestir é o cerimonial. Escolher uma madrinha, hoje em dia, tem muito mais o significado de homenagear uma amiga querida.
Mas e a roupa da madrinha, a origem toda do post, qual deve ser? A justificativa para não se usar preto é por se tratar de uma cor que representa luto, e o casamento deve ser um dia de alegria. Bem, eu pergunto, alguém, quando usa preto, se sente de luto? E, por acaso, alguma noiva sentiria realmente que sua madrinha está de luto por usar preto? Acho que dificilmente. Antigamente, vestidos curtos eram proibidos em casamentos. Depois, a proibição foi direcionada apenas para as madrinhas. Hoje em dia, ninguém questiona que um vestido curto é tão arrumado quanto qualquer um longo. E podem ter a certeza de que se a atual queridinha Kate Middleton tiver madrinhas de preto, essa "regra" vai parar de existir, como já não existe para muitas pessoas. E mais, se ela resolver fazer alguma coisa diferente, vai se tornar a nova tradição dos casamentos, como aconteceu com a rainha Vitória.
Regras limitam nossas escolhas, acabam com a criatividade e a originalidade, além de uniformizar. E os simbolismos... bem.... eu não gosto de fazer coisas que não têm (mais) sentido.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Ontem teve início mais um Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Pelo noticiado, a movimentação foi grande. A programação tem início a partir das 9h30 da manhã até depois de meia noite, com a exibição de vários curtas e contando, ainda, com alguns debates. Particularmente, não sou fã do cinema brasileiro. Tirando algumas poucas exceções, sempre me decepciono quando vejo algum filme brasileiro. Não se trata de pré-conceito, mas exatamente pós-conceito, ou seja, opinião formada por péssimas experiências. Ainda assim, vou ver se algum filme me interessa e é possível que eu tente apostar mais uma vez e ver no que dá. De qualquer forma, fica a dica. O Festival vai até dia 30 de novembro. By PVC
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Iconoclasts
Um dia desses, zapeando nos canais da Sky, deparei-me com um excelente programa da Fashion TV: Iconoclasts. Trata-se de uma espécie de documentário seriado. Teve início em 2005 e desde então, todo o ano, com exceção de 2009 (não sei o porquê), são gravados seis episódios. Um dos produtores é Robert Redford. São escolhidas duas pessoas que por algum motivo tenham alguma ligação. Seja por pensamentos ou projetos de vida. Em geral, essas pessoas não se conhecem. Ou se conhecem muito pouco. Os dois escolhidos, então, passam um ou alguns dias juntos, nos quais fazem relatos sobre coisas da própria vida, batem um papo, passam a se conhecer. Há sempre um tema que direciona o encontro, para haver uma coesão e sentido no documentário. As escolhas sempre recaem sobre algum artista bem famoso e uma outra pessoa não tão famosa, mas que tem o que dizer. E qual é o ganho do espectador? Bem, além de conhecer um lado diferente do tal artista famoso - o que eu acho muito interessante, porque desmistifica um pouco aquela imagem sensacional muitas vezes existente e mostra como no fim todos somos iguais - como também é possível aprender muitas coisas novas, interessantes, que, ao meu ver, contribuem com o crescimento individual. Já vi três episódios: Isabella Rossellini e Dean Kamen, Ashley Judd e Madeleine Albright, Sean Penn e Jon Krakauer. Todos fantásticos a seu modo.
No de Isabella e Dean, o foco era formas de ajudar o mundo. Dean Kamen é um gênio, inventor de várias coisas. Um cara que tem uma empresa focada em solucionar problemas do mundo, como a falta de água pura, a dificuldade dos deficientes. É muito interessante saber que existe esse tipo de pessoa no mundo. Conhecer um pouco a vida de Isabella Rossellini não é menos interessante, principalmente o passado de seus pais e a forma como foram encarados, na época, nos Estados Unidos.
No episódio com Ashley Judd e Madeleine Albright, para mim, a grande estrela foi a ex-Secretária de Estado dos Estados Unidos. Uma senhora com muita história, inteligentíssima, sensível, educada. O máximo! O foco das conversas eram trabalhos sociais pelo mundo afora. Já o episódio de Sean Penn e Jon Krakauer teve como norte o livro escrito pelo último que originou o filme, dirigido pelo primeiro: Into the Wild (Na Natureza Selvagem), que, diga-se de passagem, é um filme muito bom. Recomendo. Também o diferencial foi Jon Krakauer e suas mil aventuras escalando diversas montanhas pelo mundo. Sean Penn pouco falou de sua vida particular, concentrando mais na experiência de direção do filme.
Bem, acho que já dá para ter uma noção do que se trata o tal documentário seriado. E vale muito a pena.
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