A premiação de ontem não surpreendeu. Os prêmios foram dados para aqueles que já eram esperados, tirando um ou outro. Alguns deles realmente merecidos e outros com os quais eu não concordo muito.
Para mim, os fantásticos desse ano foram Natalie Portman, Christian Bale e Melissa Leo, muito bem reconhecidos pela Academia.
Christian Bale já é um dos meus favoritos atores há muito tempo. Desde o Império do Sol, em 1987, passando por Psicopata Americano, O Operário, O Grande Truque, Os Indomáveis, até Batman, Inimigos Públicos, dentre outros, e, agora, O Vencedor, nunca me decepcionei. É incrível a versatilidade e a forma de encarnar o personagem. Se O Vencedor não tivesse tantos outros bons atores, ele teria realmente roubado a cena. E em se falando de outros atores, Melissa Leo realmente merecia esse prêmio. Fazendo o papel de uma mãe bem da desequilibrada, e encarando cenas com forte carga emocional, ela realmente foi brilhante. Apesar de não ter ganhado nenhum prêmio, Amy Adams foi igualmente muito boa. É outra que já sou fã há um tempo. E cito o filme Dúvida, que particularmente acho excelente, como exemplo de seu bom desempenho em qualquer papel. Mas não há prêmios para todos e a nomeação para o Oscar já foi um suficiente reconhecimento.
Mudando de filme... Natalie Portman estava impecável em Cisne Negro. A começar pelo desempenho na dança, que já seria difícil por si só, mas transmitir os sentimentos da personagem, a agonia vivenciada, a transformação no final é algo que merece ser aplaudido de pé.
O prêmio de melhor ator também não foi uma surpresa. Já tem um tempo em que Colin Firth com seu papel em O discurso do rei tem sido o mais elogiado ator/atriz desse ano. É o grande aclamado. E não discordo que tenha sido um excelente papel. E merecido prêmio. A interpretação realmente é fantástica. Mas diferente dos outros casos de premiação de atores, não achei que houve uma grande diferença entre os outros concorrentes. Christian Bale, Natalie Portman e Melissa Leo se destacaram dentre os outros nomeados, apesar de os outros nomeados terem feito excelentes trabalhos, como Amy Adams, já destacada, John Hawkes, em Winter´s Bone, Geoffrey Rush, em O Discurso do Rei, para citar alguns. Colin Firth, por sua vez, não se destacou tanto assim. James Franco surpreende em sua praticamente interpretação solo, num filme de duas horas, conseguindo transmitir toda a agonia e desespero de uma situação em que provavelmente 99% das pessoas não teriam êxito em sobreviver. Jesse Eisenberg, pouquíssimo conhecido até então, não fica atrás, ao retratar o jovem nerd da área de computação que consegue fazer fortuna. O modo de falar, de se relacionar, a atitude, tudo, muito bem trabalhado. Jeff Bridges também está muito bem, embora não ache que tenha entrado no páreo dos demais.
Portanto, merecido o Oscar de melhor ator para o Colin Firth, mas meio apertada a disputa.
Dois importantes prêmio, entretanto, me decepcionaram, embora um deles eu já previsse: melhor filme e melhor diretor.
A direção é a forma de contar uma história, conforme ouvi em uma conversa recente e achei bem colocado. Existem várias formas de contar uma história e o bom diretor é aquele que faz de uma forma bem feita. Mas não acho que isso baste. A boa direção, aquele que merece reconhecimento, é aquela original, aquela que consegue se unir à boa atuação do ator e transmitir o sentimento, a essência do filme. Uma boa direção faz com que o espectador esqueça pelo tempo do filme de seus problemas pessoais, de horários, de qualquer coisa externa e se sinta parte do filme, se preocupe com os problemas do filme. Uma boa direção marca o espectador de tal forma que o filme não seja esquecido depois de um tempo.
Dentre os indicados, alguns já se destacavam por trabalhos anteriores como diretores que conseguem fazer sua marca no espectador.
Acho que é difícil esquecer Seven - Os Sete Crimes Capitais, ou O Curioso Caso de Benjamin Button, ou o favorito do público masculino: Clube da Luta. Há muito tempo David Fincher conta suas histórias da melhor maneira e com originalidade. Rede Social não foi exceção. A forma de interação dos personagens, o ritmo rápido do filme, a forma de oscilar no tempo, poderia parecer exagerado, se não fosse pelo diretor, que conseguiu alinhavar tudo de modo que o filme não ficasse over, mas na medida certa.
Danny Boyle também conseguiu criar várias marcas nos espectadores. Difícil alguém que tenha visto e não se lembre de Trainspotting - Sem limites, filme que tratou de uma realidade presente de forma realista e crua. Outro filme que criou uma grande marca em mim e me fez perder o preconceito com ficcão científica foi Sunshine - Alerta Solar, em que Danny Boyle conseguiu me mostrar que ficção científica não é uma exploração banal de especulações sobre vida em outros planetas e coisa sobrenaturais, mas uma oportunidade para se refletir sobre a vida, a existência. Ganhador do Oscar por Quem Quer Ser um Milionário?, que não achei sei melhor filme, em 127 Horas, foi fantástico em se unindo ao talendo de James Franco para tornar o filme adequado, sem excessos no tempo e nem um pouco cansativo, mas com toques de realismo forte e extrema sensibilidade. Excelente.
Darren Aronofsky é um dos mais originais do mundo atual. Gosta de tratar sobre temas que envolvam crises internas, debates psicológicos. E o resultado, não raro, são filmes instigantes, profundos e perturbadores. Réquiem Para um Sonho é um dos filmes mais fortes já feitos. Um tapa na cara em relação à realidade das drogas. Uma forma de mostrar como o ser humano pode se degradar. Choca, mas mesmo assim é um filme bonito, para aqueles que não são hipócritas. A Fonte da Vida é difícil, mexe muito com fantasia, mas novamente quer discutir tema profundo, morte. O espectador que não precisa de linearidade e consegue apreender além, realmente se marca com o filme. Em O Lutador, discute fracasso, velhice. E opta por um ator que estava afastado do cinema, mostrando sua escolha ousada. Em Cisne Negro, escolheu uma filmagem fechada, que acompanha a personagem de perto, daí a necessidade de ser uma atriz excelente, como Natalie Portman, para transmitir nas mínimas expressões a tensão, o desespero, a agonia. O espectador chega a ficar tonto em alguns momentos. A tensão do personagem consegue ir além das telas.
David O.Russel, apesar de não ter tantos filmes marcantes em sua carreira, conseguiu desenvolver excelente trabalho em O Vencedor, conseguindo transmitir a dinâmica perturbada da família de Micky Ward, com seus ciúmes, preferências, explorações, protecionismos, em contraste com a necessidade do individualismo dos personagens que ao mesmo tempo que não se soltam daquela simbiose sentem necessidade de seguirem voos solos.
Os irmãos Coen também não decepcionaram. Contaram uma história que envolve coragem, costumes antigos, solidão, pelo olhar de uma garota jovem que já precisa assumir responsabilidades de adultos. E não se pode deixar de destacar o grande destaque do filme, Hailee Steinfeld. Como não tinha ouvido muito falar sobre ela, fiquei realmente supreendida com sua interpretação sem defeitos. Mais ainda sendo tão jovem. Jeff Bridges estava bem, mas Hailee Steinfel roupa a cena. E mesmo Matt Damon, de quem eu gosto bastante, é páreo para Hailee. Só não entendi porque concorreu como atriz coadjuvante, uma vez que é sem dúvida a principal do filme.
E por fim, o vencedor do Oscar. Tom Hooper. Não tem uma carreira de expressão, pois praticamente não tem carreira, mas conseguiu contar uma história real de forma bonita, evitando a sisudez. Mas só. Definitivamente, não vi nenhuma originalidade, ou destaque de direção. Colin Firth vai além da direção e impressina em seu trabalho. Também Geoffrey Rush. Mas é isso. Nada mesmo de espetacular e, para mim, não merecia o Oscar, apesar de ter feito um bom filme.
E também não basta um bom filme para merecer ganhar um Oscar de melhor filme.
Como já ressaltado, O Vencedor, Cisne Negro e 127 Horas são filmes que têm muito mais a oferecer. Além de discutir questões mais profundas. Rede Social não fica atrás. The Kids Are All Right me surpreendeu bastante, pois imaginava uma comédia romântica das mais piegas e se mostrou um filme profundo, sensível, sem exageros e com boas interpretações. Inception é mais revolucionário e mesmo assim não é sensacionalista ou se aproxima de besteirol barato, o que seria difícil de se esperar de Christopher Nolan, realmente. Toy Story 3 é maravilhoso. Sensível. Profundo. Divertido. Bem-humorado. Espirituoso. Melhor que O Discurso do Rei. Winter's Bone é diferente. Angustiante. Frio. Bonito. Várias opções para o Oscar. Várias boas opções e uma má escolha.
E falando em boas opções, queria registrar minha discordância de um comentário de José Wilker hoje na CBN, ao responder afirmativamente que todos os filmes do ano tinham o mesmo nível e eram medianos. Ora, o fato de terem muitos filmes de mesmo nível não significa que sejam todos medianos. Podem ser todos ruins, todos medianos, ou todos muito bons. Eu fico com a última opção. Muitos filmes bons. Um bom ano para o cinema.
Espero que esse ano também seja recheado de boas opções de diversão na área do cinema.
Blog criado para compartilhar dicas de viagens, lugares para sair, livros, filmes, músicas, decoração, comida, museus e tudo o mais que seja relacionado à cultura, bem como para dar uma visão crítica sobre os temas.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Cinema Chinês
Para quem curte cinema e gosta de fugir do circuito comercial das grandes salas de cinema, ainda está em tempo de aproveitar de aproveitar a mostra ''Cinema de Memórias Fragmentadas'' no CCBB-DF, em seu último fim de semana. Trata-se da exibição de todos os 18 filmes dirigidos pelo taiwanês Hou Hsiao-Hsien. Embora não devidamente divulgado no Brasil e mesmo no Ocidente, trata-se de um diretor consagrado, cujos filmes já foram vencedores de diversos prêmios. Daí a grande a oportunidade de ver algo que nem sempre se está disponível.
Eu, infelizmente, até agora consegui assistir a apenas um filme: ''Bons Homens, Boas Mulheres (Haonan haonü)''. Fiquei muito satisfeita e já programei assistir a pelo menos mais um nesse fim de semana.
Programe-se:
Sábado, 15 de janeiro
15h30 – Millenium Mambo (Qian xi man po), 105′
17h30 – Flores de Xangai (Hai Shang Hua), 124′
20h – Adeus ao sul (Zaijian, nanguo, zaijian), 124′
Domingo, 16 de janeiro
15h30 – A viagem do balão vermelho (Le Voyage du ballon rouge), 113′
17h30 – Três tempos (Zui hao de shi guang), 132′
20h – Café Lumière (Kôhî jikô), 103′
sábado, 8 de janeiro de 2011
Arte em Teresina

Aqueles que gostam de arte terão uma agradável surpresa em Teresina. A cidade é repleta de artistas. Em visita recente, pude conhecer vários deles e admirar a produção intensa de arte. Confesso que não esperava, visto que sempre imaginei Teresina como uma cidade pequena, cujas ruas não são sequer todas asfaltadas, com uma grande população pobre e alguns poucos endinheirados. Questionei sobre a razão de tamanha produção artística e uma resposta que me pareceu pertinente foi a de que não se tem muito o que fazer na cidade, razão por que a mente ociosa acaba se tornando criativa. Seja qual for o motivo, o fato é que em Teresina há talentosos artistas, embora não tenham a devida projeção no Brasil, ao menos ainda. Logo ao lado do Mercado Mafuá, encontra-se o Espaço Cultural São Francisco. O local abrigava antigamente um armarinho, criado por Josefa da Cunha Silva. Com o seu falecimento, seu filho, Cícero Manoel, transformou a pequena loja num espaço cultural que engloba, num mesmo lugar, armarinho, biblioteca aberta ao público, acervo de objetos antigos e obras de arte. O local é dedicado à arte, tema da maioria dos livros da biblioteca. Lá também são encontradas telas de Cícero Manoel, além de outros artistas. Eventualmente, são realizadas exposições de diversos artistas. Independentemente de estar tendo alguma exposição especial ou não, vale a pena a visita. Principalmente para ver o trabalho do próprio Cícero Manoel, que é admirável.
Na mesma rua do Espaço Cultural São Francisco, mora Gabriel Archanjo, outro excelente artista da cidade, que, inclusive, já expôs no Espaço. Atualmente, está se dedicando mais à área de comunicação e dispõe de poucas obras para venda. Seu trabalho pode ser encontrado na Olik e também na Lilia Design.
A Lilia Design é uma loja de móveis e objetos de decoração. Lá podem ser encontradas as marcas Artefacto, Kartell, M Brasil, Pátio Brasil, Polycarpo, Rocony, entre outras. Dentre os objetos de decoração, destacam-se as bonecas de barro do Maia, artista do Rio Grande do Sul, além das telas de Gabriel Archanjo e Fátima Campos. Também especializada em objetos de decoração, merece menção a Villa Objeto, recém inaugurada, especializada em objetos importados. Já a Olik é uma loja de decoração, moda, arte, cultura e também um pequeno café. Lá podem ser encontrados diversos objetos de decoração, roupas que se podem dizer artísticas (visto que as estampas são feitas por artistas de diferentes partes do Brasil) e telas. Além do trabalho de Gabriel Archanjo, outra renomada artista cujo trabalho pode ser visto na Olik é Fátima Campos. Ela produz esculturas, telas e objetos em cerâmica. Suas famosas esculturas podem ser vistas no Teatro Quatro de Setembro, no Tribunal de Contas do Estado do Piauí e em diversos outros edifícios. A Assembléia Legislativa do Estado do Piauí também possui um painel de sua autoria. Seu ateliê está em sua residência, onde também são encontrados vários trabalhos para venda.
Tive, ainda, a oportunidade de visitar os ateliês/residências de Inácio Portela e Hostyano. O primeiro tem uma produção artística de qualidade e quantidade. Em seu ateliê podem ser encontrados vários trabalhos. Suas telas são abstratas. E agora, além da pintura, tem se dedicado à fotografia. O segundo,também é muito conhecido na cidade. Dentre seus vários trabalhos, têm-se enormes telas figurativas.
Por fim, outro que tive oportunidade de visitar, não menos importante, é Rogério Albino. Sou apaixonada por suas telas e esculturas de gordinhas, embora atualmente esteja fazendo mais santos, já que a cidade consome muitas esculturas sacras. E ele também produz objetos, como pratos decorativos.
Não posso deixar, ainda, de citar o Josafá, que faz esculturas lindíssimas, das quais já sou consumidora de duas.
Mas esses foram apenas aqueles que tive oportunidade de conhecer pessoalmente e pude admirar de perto o trabalho. Para não ser injusta, importante registrar que ainda existem muitos outros artistas na cidade, os quais eu ainda pretendo conhecer, dentre os quais cito Portelada, Nonato e Dora Parentes.
Se objetivo, entretanto, não seja fazer um tour por todos os ateliês da cidade, recomendo uma visita à Casa da Cultura, onde podem ser vistos vários trabalhos, além de se poder conhecer um pouco da história de Teresina.
Espaço Cultural São Francisco
Rua Lucídio Freitas, 1633
(86) 3221-3784 / 9992-4440
http://www.ecfrancisco.xpg.com/
ciceromafua@hotmail.com
Horário de Funcionamento de 7h30 às 17h30
Gabriel Archanjo
(86) 8862-7162 / 3229-5305
setemeiacinco@yahoo.com.br
Lilia Design
Rua das Tulipas, 730.
(86) 3232-7501
Villa Objeto
Av. Dom Severino, 1645, Dom Severino Center, sala 6
(86) 3232-9977
villaobjeto@hotmail.com
Olik
Av. Dom Severino, 2074, sala 04
(86) 3232-7956
http://www.olik.art.br/
Fátima Campos
Rua João Emílio Falcão, 842.
(86) 3233-7449
http://www.fatimacampos.com.br/
fatimacampos@fatimacampos.com.br
Inácio Portela
Rua Padre José Rêgo, 2160.
(86) 9982-3091
inacioportela.blogspot.com
inportela@hotmail.com
Hostyano Machado Vieira
Rua Lima Rebelo, 171.(86) 3232-3407
Praça Conselheiro Saraiva - Centro
(86) 3215-7849
domingo, 2 de janeiro de 2011
Capote
Se algum dia, por acaso, você for parar em Teresina, não deixe de comer o famoso prato típico "Capote". O capote, nada mais é que a conhecida galinha d'angola. O capote é servido misturado com arroz, frito (misturado com farofa) ou no molho. Aquele que vem no arroz lembra muito a galinhada goiana, mas o sabor da carne do capote é diferente. Cai muito bem com uma cervejinha. Dentre os lugares que servem o capote, um dos mais famosos é o restaurante "Dalva do Capote". Trata-se da casa da Dalva, antiga dama da noite. Se não estiver com muito tempo para esperar, recomenda-se ligar para encomendar, já que demora uns quarenta minutos para ficar pronto. E se, ao chegar lá, achar que está fechado, não se intimide e toque a campanhia. Ou ligue do celular para confirmar. Como Teresina anda muito perigosa e violenta, a casa fica fechada. Como na grande maioria das residências de classe média e alta de Teresina, os muros são altos e possuem cerca elétrica. Mas, em geral, ela está servindo o delicioso capote sim. Ficam abertos até as 22h/23h, todos os dias. Além da Dalva, também se pode encontrar capote no "Capote com C Maior", no Cantinho do Jambo e no Longá. O último não tem aquela intimidade de casa: é um restaurante no estilo mais comercial. Eu não achei tão gostoso o capote servido lá. De qualquer forma, onde quer que seja, vale a pena experimentar!
Dalva do Capote - 086 3233-7889
Dalva do Capote - 086 3233-7889
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Chef Rouge
Em viagem para São Paulo, minha querida amiga me leva para almoçar no Chef Rouge. Agradável surpresa. Um restaurante/bistrot dos mais charmosos, com atendimento excelente. Na hora do almoço, eles têm um cardápio executivo (saiu por R$ 62,00) que inclui entrada, prato principal e sobremesa. Eram duas opções de entrada, mas como nenhuma me agradou, perguntei se não seria possível alguns legumes grelhados, ou algo do tipo. Providenciaram para mim sem problemas. E estava uma delícia!!!! Três pratos principais, de carne, frango e peixe, para agradar a todos. E as tortas e sobremesas da casa, que também é uma pâtisserrie. Depois, para quem quiser dar uma caminhadinha, várias lojas legais ao redor. Recomendo.
E obrigada amiga!
E obrigada amiga!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Madrinha de preto!!!
Ontem, estava pensando sobre o que escrever no blog, quando uma amiga falou para postar algo sobre moda, já que eu sempre "antecipo as tendências". Bem, o comentário foi irônico, mas não foge muito à verdade, já que diversas vezes eu comecei a usar algumas coisas que um ano depois passaram a estampar as páginas de revistas. Cito dentre eles o xadrez e o look rockn' roll. Mas ainda assim não conseguia pensar em nada sobre moda para escrever.
Mais tarde, fui ao shopping com outra amiga para ajudar na troca de alguns presentes de aniversário. Estávamos, então, numa loja, e ela estava experimentando alguns vestidos, já que vai ser madrinha de casamento e queria uma roupa nova. Num determinado momento, surgiu um vestido preto e quando falei para ela experimentar, ouço o couro: madrinha não pode usar preto!!!!! E isso me incomodou muito, razão por que resolvi escrever a respeito. Mas, voltando à questão do casamento, muitos podem pensar que não existe moda em casamento, já que se trata de uma celebração cheia de simbolismos. Então vamos aos símbolos.
Como todos devem imaginar, o vestido branco é um símbolo de pureza e castidade. Mas quantas noivas castas e puras ainda existem? De qualquer forma, não foi sempre que as noivas usaram branco. Por volta do século 10, com os tecidos vindos do Oriente, as noivas começaram a usar cores fortes, como o vermelho. A cor branca voltou como moda (maneira que se deve vestir) com o casamento da rainha Vitória, da Inglaterra, que definiu várias tradições que continuam até hoje. Ou seja, bastou uma mulher importante e influente da época usar o branco que a "tendência" foi restaurada.
As madrinhas, ou damas de honra, conforme o país em que se esteja, surgiram na Antiguidade, quando as noivas ainda eram crianças e precisavam da ajuda das irmãs para se vestir. Sabemos que hoje quem ajuda a noiva a se vestir é o cerimonial. Escolher uma madrinha, hoje em dia, tem muito mais o significado de homenagear uma amiga querida.
Mas e a roupa da madrinha, a origem toda do post, qual deve ser? A justificativa para não se usar preto é por se tratar de uma cor que representa luto, e o casamento deve ser um dia de alegria. Bem, eu pergunto, alguém, quando usa preto, se sente de luto? E, por acaso, alguma noiva sentiria realmente que sua madrinha está de luto por usar preto? Acho que dificilmente. Antigamente, vestidos curtos eram proibidos em casamentos. Depois, a proibição foi direcionada apenas para as madrinhas. Hoje em dia, ninguém questiona que um vestido curto é tão arrumado quanto qualquer um longo. E podem ter a certeza de que se a atual queridinha Kate Middleton tiver madrinhas de preto, essa "regra" vai parar de existir, como já não existe para muitas pessoas. E mais, se ela resolver fazer alguma coisa diferente, vai se tornar a nova tradição dos casamentos, como aconteceu com a rainha Vitória.
Regras limitam nossas escolhas, acabam com a criatividade e a originalidade, além de uniformizar. E os simbolismos... bem.... eu não gosto de fazer coisas que não têm (mais) sentido.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Ontem teve início mais um Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Pelo noticiado, a movimentação foi grande. A programação tem início a partir das 9h30 da manhã até depois de meia noite, com a exibição de vários curtas e contando, ainda, com alguns debates. Particularmente, não sou fã do cinema brasileiro. Tirando algumas poucas exceções, sempre me decepciono quando vejo algum filme brasileiro. Não se trata de pré-conceito, mas exatamente pós-conceito, ou seja, opinião formada por péssimas experiências. Ainda assim, vou ver se algum filme me interessa e é possível que eu tente apostar mais uma vez e ver no que dá. De qualquer forma, fica a dica. O Festival vai até dia 30 de novembro. By PVC
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